A Polícia Civil e o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) estão investigando supostos atos de corrupção envolvendo a Agência Municipal de Habitação (Emha). Segundo denúncia registrada em agosto de 2025, Ademir Pereira do Nascimento, de 55 anos, procurou a agência em 9 de junho de 2024 para regularizar a titularidade do imóvel de sua mãe, adquirido da Emha.
Na ocasião, ele teria sido atendido por um funcionário que o encaminhou a Alessandro Alves Ferreira, ex-servidor de 49 anos, que se ofereceu para realizar a regularização mediante pagamento de R$ 10 mil. Ao perceber que Ademir não poderia arcar com o valor, Alessandro teria reduzido a quantia para R$ 4 mil, parcelados em duas vezes, recebendo o primeiro pagamento de R$ 2 mil via Pix e o segundo de R$ 1 mil vinte dias depois, com a promessa de concluir o processo.
Apesar das informações fornecidas pelo suposto servidor, o procedimento permaneceu parado na Emha, e Ademir descobriu que Alessandro já havia sido exonerado em abril de 2024, quase dois meses antes do contato, e que havia sido substituído por outra servidora. O caso foi registrado na Polícia Civil como corrupção passiva, crime previsto no artigo 317 do Código Penal, e tanto a Polícia quanto o MPMS instauraram inquéritos para apurar a conduta do ex-servidor e eventual omissão da agência.
Até o momento, o processo segue em segredo de justiça, sendo investigado pela 30ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Comarca de Campo Grande, e a Emha ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso.
