Defesa e acusação apresentam argumentos antes do voto do relator
A PGR defendeu nesta terça-feira (16) a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro pelo crime de coação no curso do processo, durante julgamento realizado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal. Segundo a acusação, Eduardo teria incentivado medidas econômicas adotadas pelos Estados Unidos contra o Brasil, conhecidas como tarifaço, com o objetivo de pressionar a Corte a não condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro no processo relacionado à trama golpista.
O subprocurador-geral da República Antônio Edilio Magalhães Teixeira afirmou que houve um conjunto de provas que demonstraria a tentativa de constranger autoridades judiciais durante a tramitação do caso. A PGR também citou a suspensão de vistos de ministros do STF e sanções econômicas como elementos que reforçariam a acusação. Após as manifestações da acusação e da defesa, caberá ao relator, ministro Alexandre de Moraes, apresentar seu voto pela condenação ou absolvição do ex-parlamentar.
Na sequência, votarão os ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino. Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde o ano passado e teve o mandato cassado por faltas às sessões da Câmara dos Deputados.
