Estoques altos e colheita reforçam excesso de oferta
O mercado da maçã segue pressionado no Brasil, com queda nos preços pagos ao produtor diante de estoques elevados e oferta acima da média das últimas safras, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Apesar da reta final da colheita da variedade fuji, as unidades beneficiadoras ainda operam com volumes altos armazenados, o que dificulta o escoamento da produção nas principais regiões. Em São Joaquim (SC), a caixa de 18 quilos da maçã fuji graúda foi cotada a R$ 82,40 na última sexta-feira, com recuo semanal de 4,55%.
Em Vacaria (RS), o valor ficou em R$ 88 por caixa, registrando queda de 2,22% no mesmo período. O cenário reflete um mercado considerado saturado, com excesso de fruta disponível em relação à demanda atual. Classificadores relatam dificuldade para comercializar os estoques mesmo com ajustes nos preços. A maior oferta em comparação às duas últimas safras intensifica a pressão sobre as cotações. O Cepea avalia que essa condição deve persistir até agosto, mantendo o mercado sob baixa reação. Ainda assim, já há sinais iniciais de redução gradual dos estoques no próximo mês.
A expectativa é de recuperação lenta dos preços, com altas mais consistentes apenas no segundo semestre.
