A captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos foi considerada uma violação clara do direito internacional pela ONU. Ravina Shamdasani, porta-voz do Alto Comissariado de Direitos Humanos, afirmou que a operação atentou contra a integridade territorial e a independência política da Venezuela, e destacou que a comunidade internacional deve se unir para repudiar ações desse tipo, evitando enviar a mensagem de que países poderosos podem agir sem consequências.
Enquanto isso, Maduro e sua esposa, Cilia Flores, passaram por audiência de custódia em Nova York, em paralelo à reunião emergencial do Conselho de Segurança da ONU para discutir a operação. Durante o encontro, embaixadores de vários países condenaram a ação americana, defendendo o respeito à soberania e à autodeterminação venezuelana, enquanto representantes dos EUA argumentaram que se tratava de uma “aplicação da lei”.
Analistas afirmam que a operação pode gerar tensões diplomáticas prolongadas e afetar a estabilidade na América Latina, além de reforçar debates sobre a necessidade de respeitar normas internacionais. A ONU enfatizou que a proteção da soberania e o cumprimento do direito internacional são fundamentais para prevenir conflitos futuros, garantindo que o respeito às regras internacionais seja mantido em situações semelhantes.
