A rotina corrida, a falta de tempo e as dificuldades financeiras fazem com que muitos pais deixem a alimentação saudável em segundo plano, optando por lanches práticos e ultraprocessados para as crianças. Esse hábito tem reflexo direto nos números divulgados pelo Unicef, que apontam que 9,4% das crianças e adolescentes de 5 a 19 anos estão acima do peso no mundo, superando a desnutrição, que atinge 9,2%.
No ano 2000, o cenário era inverso, evidenciando que a má alimentação está na origem tanto da desnutrição quanto da obesidade infantil, hoje associada a doenças como diabetes, hipertensão e problemas no fígado. Para reverter esse quadro, a nutricionista Thaisa Braz, do Grupo Pereira, destaca a importância de alimentos preparados em casa, com substituições simples como o uso de farinha integral, aveia, frutas, legumes e proteínas magras.
Segundo ela, o exemplo dos pais é decisivo para a formação de hábitos saudáveis, que contribuem para o aprendizado, fortalecem o sistema imunológico e acompanham a criança por toda a vida.
