No dia internacional da pessoa com deficiência, Bonito discute turismo inclusivo

Na data em que o mundo inteiro para para falar sobre a inclusão da Pessoa com Deficiência em todos os segmentos e setores da sociedade, a Capital do Ecoturismo de Mato Grosso do Sul abordou o tema em relação ao turismo. A discussão foi coordenada pelas subsecretarias de Políticas Públicas para Pessoas Idosas e de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência, ligadas a Secretaria de Estado de Cidadania, com a apresentação do projeto ‘Conversas que Transformam: Turismo Acessível e Incluso no Mato Grosso do Sul’.

O prefeito Josmail Rodrigues participou da abertura do evento, que ocorreu na sede do Sebrae em Bonito, na manhã de segunda-feira (2), com a participação do trade. O objetivo era apresentar o projeto, que tem entre os objetivos, a criação de uma ‘rota do turismo inclusivo’, e ouvir empresários e representantes do segmento turístico de Bonito sobre a viabilidade das ideias na prática.

Já nesta terça-feira (3) a conversa aconteceu na Câmara Municipal, com a participação dos idosos do Grupo Conviver, falando sobre políticas públicas para idosos e pessoas com deficiência, bem como apresentando número gerais, tanto no cenário nacional, quanto na realidade local.

“A média de idade da população brasileira é de 77 anos. No nosso país atualmente temos 32 milhões de pessoas com mais de 65 anos; isso corresponde a 15,6% da população e destas, 18 milhões tem algum tipo de deficiência. No Estado são 412 mil idosos e em Bonito os dados do IBGE apontam 3.110 pessoas com mais de 65 anos, ou seja, 12,86% da população do município. Então é importante entender que quando falamos em acessibilidade, não estamos falando de uma minoria, mas de boa parte da população, que inclui desde a pessoa com deficiência, até o idoso, a gestante, a mãe com carrinho de bebê, enfim”, detalha Zirleide Silva Barbosa, da Subsecretaria de Políticas Públicas para Pessoas Idosas.

Já Telma Nantes, da Subsecretaria de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência, complementa que o projeto será baseado nas legislações vigentes voltadas a acessibilidade e incluirá visitas técnicas as cidades participantes, principalmente nos estabelecimentos voltados ao turismo. Na sequencia a Fundtur fará um mapeamento dos pontos turísticos que vão compor rota e os mesmo receberam um selo de acessibilidade. As universidades federais e estaduais do Estado (UEMS e UFMS) também serão parceiras do projeto, ficando responsáveis pela capacitações.

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