Governo dos EUA amplia controle biológico, mas afirma que risco à população segue baixo
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) confirmou 41 casos de infestação pela mosca-varejeira-do-novo-mundo em menos de dois meses, desde o primeiro registro da praga em bovinos, ocorrido em 3 de junho. As infecções foram identificadas apenas em animais domésticos, sendo 21 bovinos, 13 ovinos, quatro caprinos e três cães. Desse total, nove casos permanecem ativos e 32 já foram considerados inativos após tratamento ou recuperação dos animais.
A maior concentração dos focos está no sul do Texas, com apenas um caso registrado no Novo México. A praga preocupa por provocar lesões graves ao depositar ovos em feridas abertas, cujas larvas se alimentam de tecido vivo. Para conter o avanço, o USDA ampliou o programa de controle biológico com a liberação de insetos estéreis em bases no México e no Texas.
Apesar do aumento das ocorrências, o órgão afirma que o abastecimento de alimentos permanece seguro e que o risco para pessoas e animais nos Estados Unidos continua muito baixo, embora a situação represente mais um desafio para a pecuária do país, já afetada pela redução do rebanho bovino.
