MIRANDA: Homens, servidores públicos, participam de ação para combater violência contra a mulher

Um grupo de homens, servidores públicos da Secretaria Municipal de Obras e Serviços Urbanos, foi o alvo de ação educativa promovida pela campanha “Agosto Lilás: o silêncio mata”, que a Prefeitura realiza através da Secretaria Municipal de Assistência Social e Trabalho.

A “Obras” é uma secretaria composta majoritariamente por homens.

“Promover o diálogo sobre o papel destes homens no combate à violência contra a mulher é uma das estratégias da nossa campanha, que visa envolver toda a comunidade, com espaços de conversa qualificada, ultrapassando o formato de apenas palestras, para atividades mais efetivas como as rodas de conversa, de promoção de circulação de informação. Esta é uma prioridade para o prefeito Fábio Florença, que se preocupa com o bem-estar da mulher mirandense”, afirmou Cíntia Fonseca Castanheira, secretária Municipal de Assistência Social e Trabalho.

“Aproveitamos o tempo antes do trabalho para abordar este tema tão importante”, disse Valter Ferreira de Oliveira, secretário Municipal de Obras e Serviços Urbanos.

A ação aconteceu na manhã da sexta-feira, 15 de agosto, antes dos cerca de 50 servidores do turno saírem para suas atividades. O juiz de direito, Alexsandro Motta, a psicóloga Giovana Zuim e o cabo da Polícia Militar Elton Raul abordaram o tema da violência contra a mulher sob perspectivas diversas.

“A Lei Maria da Penha veio para socorrer a mulher com relação a esta violência que acontece, porque a violência não é só física. A violência muitas das vezes é psicológica, a violência muitas das vezes é patrimonial”, disse o juiz Alexsandro Motta, se referindo à importância da Lei Maria da Penha, aparato legal brasileiro que visa punir agressores de mulheres.

Sobre os tipos de violência impostos pelos agressores às mulheres, a psicóloga Giovana Zuim falou sobre uma situação muito comum: a patrimonial.

“A violência patrimonial é o dinheiro que os homens pegam das mulheres sem dar explicação, sem dar motivo, sem dar direito a elas decidirem sobre o dinheiro delas”, explicou a psicóloga.

O cabo Elton Raul, da Polícia Militar, lembrou do ditado popular que se disseminou de que “em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher”.

“Se você pode dar suporte à vítima, faça. Use os meios que existem, há várias formas de ajudar. Principalmente encorajando. Então, denuncie, preste boletim de ocorrência, para que a mulher que está passando por situação de violência possa realmente ter o suporte devido”, disse o policial militar.

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