MPF cobra medidas após exames confirmarem suspeitas de fraude no setor de azeites
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) identificou irregularidades em azeites importados comercializados no Brasil após análises realizadas pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA). Os laudos reclassificaram marcas conhecidas, que eram vendidas como extravirgem, como azeites virgens, de categoria inferior.
Entre os produtos avaliados, rótulos de Costa D’Oro e Terras de Camões foram classificados como azeites lampantes, considerados impróprios para consumo humano em sua forma original. A investigação ocorreu após ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo.
O MPF afirmou que os resultados confirmam suspeitas de fraude no mercado e avalia novas medidas judiciais para ampliar o controle sobre produtos importados. A procuradora Karen Louise Jeanette Kahn destacou que a situação representa risco à saúde pública.
O Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva) também defendeu maior fiscalização e afirmou que os laudos reforçam denúncias sobre produtos de baixa qualidade vendidos como extravirgem. Especialistas alertam que a troca de classificação reduz benefícios nutricionais associados ao verdadeiro azeite extravirgem.
