domingo, 30/11/2025

“Lojas virtuais brasileiras não podem continuar a enfrentar tratamento tributário injusto”, afirma presidente da FCDL-MS

A presidente da FCDL-MS, Inês Santiago, reforça a postura da entidade diante do crescente cenário do e-commerce no Brasil. Uma pesquisa recente revelou que o comércio eletrônico brasileiro faturou R$ 1,97 trilhões em 2024, com projeções ainda mais otimistas para os próximos anos. Contudo, a competição com as lojas virtuais internacionais tem se mostrado um grande desafio para os varejistas nacionais, que enfrentam questões como o tratamento tributário desigual e a pressão de preços mais baixos oferecidos por plataformas globais.

“Nosso posicionamento é claro: as lojas virtuais brasileiras não podem continuar a enfrentar um tratamento tributário injusto em comparação com os e-commerces internacionais. A FCDL-MS tem se empenhado, ao longo dos últimos anos, para buscar um equilíbrio e garantir que o comércio eletrônico nacional tenha as mesmas condições de competitividade”, afirma a presidente da entidade.

Em 2023, através da Frente Parlamentar do Varejo, a FCDL-MS atuou de forma decisiva no Congresso Nacional, buscando isentar os tributos do e-commerce nacional, assim como foi feito com as plataformas internacionais. Embora a isenção total não tenha sido alcançada, a entidade comemorou uma vitória parcial ao conseguir avançar no tratamento mais equilibrado para o setor.

Santiago também destaca a luta da FCDL-MS para reverter a medida que isentava as plataformas internacionais de tributos federais. Essa medida prejudicava o comércio eletrônico brasileiro, tornando-o menos competitivo. A presidente afirma que, apesar da vitória na taxação do e-commerce internacional, a situação ainda não está completamente ajustada. “A batalha continua”, reforça.

A FCDL-MS acredita que a continuidade do crescimento do e-commerce brasileiro depende da implementação de soluções mais eficazes e justas para o setor. “As plataformas internacionais, especialmente as asiáticas, têm sido beneficiadas por uma flexibilidade tributária que as permite operar com preços mais competitivos. Enquanto isso, as lojas virtuais nacionais enfrentam altos custos operacionais e um cenário econômico desafiador”, analisa Inês Santiago.

Por isso, a FCDL-MS defende que o governo e as entidades responsáveis continuem trabalhando para garantir um tratamento tributário justo, permitindo que o comércio eletrônico nacional tenha as mesmas condições de competir no mercado global.

A entidade também reforça a importância da inovação e adaptação do varejo nacional. No entanto, a presidente enfatiza que o equilíbrio tributário é essencial para garantir a competitividade das empresas brasileiras. “Nossa missão é fortalecer o comércio varejista em Mato Grosso do Sul e no Brasil, com foco em soluções estratégicas que promovam um ambiente de negócios justo e sustentável para todos”, conclui.

CATEGORIAS:

Últimas Notícias

Mais notícias

Novembro Bordô reforça cuidados com a saúde bucal

Durante o Novembro Bordô, a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce...

Lotes de vinagre Castelo são suspensos após análise da Anvisa

A Anvisa determinou o recolhimento de lotes do vinagre de maçã da marca Castelo, produzido pela Castelo Alimentos S/A. A decisão foi publicada nesta...

Campo Grande terá base comunitária da Polícia Militar em shopping

A Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS) terá uma base comunitária instalada no Shopping Campo Grande, localizado na Avenida Afonso Pena, no...

DOF intercepta carregamento de maconha em Ponta Porã

Policiais do DOF apreenderam na quarta-feira (26) 2,1 toneladas de maconha no Assentamento Itamarati, em Ponta Porã. A droga estava em uma Mitsubishi L200...