Chanceleria brasileira condena ataques de Javier Milei a Lula e às urnas eletrônicas às vésperas do segundo turno, marcado para 25 de outubro
O Itamaraty acusou o presidente argentino, Javier Milei, de tentar interferir nas eleições brasileiras após declarações contra Luiz Inácio Lula da Silva e questionamentos sobre a segurança do sistema eleitoral. Em nota divulgada nesta terça-feira (20), o Ministério das Relações Exteriores repudiou as manifestações e classificou os ataques como ingerência externa.
Milei publicou no X um trecho de entrevista de Lula ao SBT e insinuou a possibilidade de fraude no segundo turno, marcado para domingo (25). O argentino também compartilhou imagens do debate entre Lula e Flávio Bolsonaro, realizado no domingo (18), e chamou o presidente brasileiro de autoritário.
O Itamaraty reafirmou que as urnas eletrônicas são seguras e que observadores internacionais reconheceram a regularidade do primeiro turno. A pasta também criticou a repetição de alegações difundidas por grupos que contestaram o resultado eleitoral anterior.
As declarações ampliam a crise diplomática entre Brasil e Argentina. Desde agosto, os dois países reduziram o nível de representação diplomática, e o Brasil passou a ser representado em Buenos Aires por um encarregado de negócios. Apesar do desgaste político, o Brasil continua sendo o principal parceiro comercial da Argentina, com forte integração econômica nos setores automotivo e industrial.
