Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul realiza cadastro de bibliotecas comunitárias

A FCMS (Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul), por meio de sua Gerência de Patrimônio Histórico e Cultural, está promovendo o cadastro das bibliotecas comunitárias do Estado, com o objetivo de renovar seus acervos. Para participar, basta preencher o formulário disponível neste link: cadastro de bibliotecas.

A leitura é um direito fundamental, sendo uma ferramenta essencial na formação de indivíduos mais conscientes e críticos. Além disso, é uma fonte de diversão e prazer estético, embora nem sempre acessível a todos.

Nesse contexto, as bibliotecas comunitárias surgem para atender às necessidades de diversas comunidades, muitas vezes viabilizadas por iniciativas particulares e, em alguns casos, parcerias. Esses espaços oferecem leitura pública, gratuita e acessível, promovendo o conhecimento e a inclusão.

Com a entrada em vigor do Decreto nº 12.021/2024, em 17 de maio, as bibliotecas comunitárias passaram a ser contempladas pelos programas de incentivo à leitura. Com isso, poderão enriquecer seus acervos literários e ampliar o mobiliário de seus espaços, desde que estejam cadastradas no MinC (Ministério da Cultura).

Quanto maior for o acervo, maior será a oportunidade de oferecer à população conteúdos atuais, diversificados e gratuitos.

Melly Sena, gerente de Patrimônio Histórico e Cultural da FCMS, explica que a Fundação elaborou um formulário para conhecer melhor as bibliotecas comunitárias de Mato Grosso do Sul e cadastrá-las no SEBP (Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas). Posteriormente, essas bibliotecas serão mapeadas no SNBP (Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas), vinculado ao MinC.

“As ações das bibliotecas comunitárias incentivam a formação de leitores e ampliam o acesso à informação. Esses espaços são extremamente valiosos para a redução das desigualdades, oferecendo ambientes de pesquisa e aprendizagem”, afirma Melly.

Ela também ressalta que, ao surgir uma biblioteca comunitária, geralmente é para suprir uma necessidade da comunidade. Sua manutenção e continuidade dependem do trabalho de voluntários e de pessoas apaixonadas pela cultura. “O apoio governamental é uma oportunidade de fortalecer o impacto transformador desses espaços, sem comprometer sua autonomia”, conclui Melly.

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