Especialistas apontam machismo, controle sobre a mulher e histórico de violência como principais causas dos assassinatos
Ao chegar para almoçar, o filho encontrou os pais, Joel Escócia Carvalho, de 59 anos, e Terezinha Nantes de Arruda, de 54 anos, mortos dentro da residência da família, na Vila Bandeirantes, em Campo Grande. Segundo a investigação, Joel matou a esposa a facadas e, em seguida, tirou a própria vida.
Com o crime, Mato Grosso do Sul chegou a 16 feminicídios registrados em 2026. No Brasil, os índices também preocupam: milhares de mulheres são vítimas de assassinatos todos os anos, sendo grande parte dos casos cometida dentro de relações marcadas pela violência doméstica e de gênero.
Especialistas apontam que entre as principais causas dos feminicídios estão o sentimento de posse, o machismo, o controle sobre a mulher, o histórico de agressões, ameaças e a dificuldade de alguns agressores em aceitar o fim dos relacionamentos.
O enfrentamento ao crime envolve políticas públicas como a Lei Maria da Penha, medidas protetivas de urgência, ampliação das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher, campanhas de conscientização e serviços de apoio às vítimas. As autoridades reforçam que denúncias pelo telefone 180 podem ajudar a interromper ciclos de violência antes que terminem em tragédias.
