Em um cenário de expansão acelerada dos cursos de Medicina no Brasil, o deputado federal Dr. Luiz Ovando (PP/MS), médico cardiologista, alerta que a saúde da população não pode ser submetida a improvisos. Ele critica o Enamed, criado pelo MEC, por avaliar estudantes sem condicionar o exercício profissional à aprovação, o que deixa mais de 20% dos cursos abaixo do mínimo de qualidade. Ovando defende um Exame Nacional de Proficiência, nos moldes da OAB, apoiado pelo Conselho Federal de Medicina, para que apenas médicos aprovados possam atuar. Segundo ele, a medida não é punitiva, mas preventiva, protegendo pacientes de profissionais despreparados. No interior de Mato Grosso do Sul, onde a população depende do SUS, a falta de preparo médico compromete diagnósticos e tratamentos.
O deputado critica o MEC por transferir o custo da má formação para a saúde pública e famílias. Ele reforça que formar médicos competentes é uma responsabilidade ética, não corporativa. Ovando mantém atuação ativa nas comissões de saúde e no debate público, consolidando-se como defensor da excelência médica. A proposta visa garantir que cada médico tenha preparo comprovado antes de atender pacientes, protegendo vidas em todo o Brasil. Para ele, exigir qualidade na formação é investir diretamente na segurança e dignidade do cidadão.
