Testagem e imunização são principais estratégias de combate às doenças
O Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais, celebrado nesta terça-feira (28), reforça a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento das infecções que atingem o fígado. A data integra a campanha Julho Amarelo, criada para ampliar a conscientização sobre as hepatites A, B, C, D e E.
Consideradas doenças silenciosas, as hepatites virais podem permanecer anos sem apresentar sinais claros. Quando avançam, podem provocar sintomas como pele e olhos amarelados, urina escura, dores abdominais e aumentar o risco de cirrose e câncer de fígado.
Especialistas alertam que a vacinação, principalmente contra as hepatites A e B, além da realização de testes rápidos, são medidas essenciais para evitar complicações. O Ministério da Saúde recomenda que a população faça exames para identificar precocemente as infecções.
Dados do Ministério da Saúde apontam que o Brasil registrou 826.292 casos de hepatites virais entre 2000 e 2024. A hepatite C foi responsável pela maior parte das notificações, seguida pelas hepatites B e A.
Entre os desafios no combate às doenças estão a baixa cobertura vacinal, dificuldades no acesso a exames e o diagnóstico tardio. Gestantes também precisam de atenção, já que as hepatites B e C podem ser transmitidas para o bebê durante a gravidez ou o parto.
