O avanço do acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE) surge como um possível alívio para a indústria brasileira de café solúvel, que continua penalizada pelas tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos, seu principal mercado. Com a tarifa atual de 50%, o setor vê pouco progresso nas negociações com os americanos, especialmente diante do cenário geopolítico global instável.
Segundo Aguinaldo Lima, diretor de Relações Institucionais da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics), o tratado com a UE oferece uma perspectiva concreta de desoneração, já que prevê a redução gradual de 9% nas tarifas ao longo de quatro anos, abrindo uma nova frente de exportação e reforçando a competitividade do café brasileiro no mercado europeu.
Apesar do otimismo com o Mercosul-UE, a Abics mantém esforços diplomáticos e comerciais com os EUA, na esperança de que futuras rodadas de negociação possam reduzir os entraves tarifários e ampliar a presença do café solúvel brasileiro no país que continua sendo o maior consumidor mundial do produto.
A aposta na diversificação de mercados é vista pelo setor como uma estratégia necessária para garantir sustentabilidade, preservar empregos e estimular investimentos na indústria nacional, em um momento em que o comércio internacional enfrenta desafios econômicos e políticos significativos.
