Impactos ambientais, sanitários e econômicos dos produtos ilegais
Em 2025, o Brasil registrou a incineração de 230 toneladas de defensivos agrícolas ilegais retirados de circulação em operações de fiscalização. O volume foi destruído em unidades licenciadas após apreensões realizadas por órgãos de controle em ações contra o comércio irregular desses produtos. Segundo balanço da CropLife Brasil, desde 2020 já foram destinadas corretamente cerca de 1,6 mil toneladas de insumos ilícitos. Neste ano, houve redução de 30% em relação a 2024, quando 330 toneladas foram incineradas.
A entidade aponta que a queda acompanha a diminuição das apreensões feitas pelas autoridades ao longo do período. O levantamento também indica diferenças regionais, com o Sudeste liderando casos de falsificação, especialmente em São Paulo e Minas Gerais. Já o contrabando se concentra no Sul e Centro-Oeste, sobretudo em áreas de fronteira.
Especialistas alertam que os produtos ilegais não possuem eficácia comprovada e podem causar contaminação ambiental. Estimativas apontam que até 25% do mercado pode ser composto por itens irregulares. A destinação segue normas da Política Nacional de Resíduos Sólidos e envolve incineração acima de 900°C.
