quinta-feira, 22/01/2026

ALEMS participa de reunião sobre impactos da Reforma Tributária no Estado

Presente nas discussões sobre os impactos da Reforma Tributária no Estado, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) participou de reunião de grupo de trabalho que trata do assunto. A Casa de Leis foi representada pelo deputado Paulo Duarte (PSB), designado pelo presidente do Parlamento, deputado Gerson Claro (PP), para participar de reunião realizada nesta sexta-feira (26) na Secretaria de Fazenda.

Além da Assembleia Legislativa, também fazem parte do grupo de trabalho, entre outros órgãos e instituições, a Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), a Secretaria de Governo (Segov), a Procuradoria Geral do Estado (PGE), além de representantes do setor produtivo e sociedade civil, como a OAB/MS, Fiems, Sebrae-MS, Famasul e Fecomércio.

Durante a reunião, o secretário de Fazenda, Flávio César apresentou a proposta de regulamentação da Reforma Tributária, entregue na quarta-feira (24) ao Congresso Nacional, e que mostra como ficará o sistema tributário brasileiro. O projeto de regulamentação é apenas uma parte de vários outros que ainda serão apresentados. “A matéria entregue na quarta-feira é a que contém, efetivamente, os critérios de como o sistema tributário do país deverá funcionar. Até o momento, o que temos são apenas as normas gerais”, explica Paulo Duarte.

Para o deputado Paulo Duarte, que é economista, servidor público de carreira e Auditor Fiscal da Receita Estadual. Esse é o um dos temas mais importantes do Mato Grosso do Sul a serem debatidos e acompanhados neste momento. “A principal preocupação do Grupo de Trabalho é entender como se dará a compensação ao Estado e que será paga ao longo do tempo, porque, se aprovada ainda este ano, a Reforma Tributária terá uma transição de pelo menos cinquenta anos, até que esteja completamente implementada. No entanto, os reflexos da reforma começarão a ser sentidos daqui cinco ou seis anos”, esclarece o parlamentar.

Os sistemas tributários, tanto do Brasil quanto do estado de Mato Grosso do Sul são sistemas muito complexos. “O grande problema que o MS vai enfrentar com a Reforma Tributária é que nosso estado tem uma população muito pequena e o consumo será o indicador de arrecadação. A exportação das nossas matérias-primas para outros países e estados não vão gerar receita mais”, expõe.

As discussões e pautas levantadas pelo Grupo de Trabalho irão nortear o Governador do estado, Eduardo Riedel em defesa do Estado na Câmara de Deputados e principalmente no Senado Federal. “Vamos municiar o governador Riedel com todos aqueles pontos negativos para o Mato Grosso do Sul, apresentar mudanças para esses pontos negativos, para que ele possa defender propostas que contemplem MS no Congresso Nacional”, finaliza Paulo Duarte.

CATEGORIAS:

Últimas Notícias

Mais notícias

SES debate avanços do Telessaúde e implantação da teleconsultoria em Mato Grosso do Sul

A SES (Secretaria de Estado de Saúde) realizou entre os dias 12 e 14 de janeiro, uma série de reuniões técnicas para alinhar estratégias...

Do agendamento às internações, Hospital Regional de Dourados já nasce 100% digital

No dia 20 de dezembro do ano passado Dourados ganhou um dos hospitais mais modernos e tecnológicos do Estado: o HRD (Hospital Regional de...

Reforma do Código Civil avança no Senado em 2026

O Projeto de Lei 4/2025, liderado pelo senador Rodrigo Pacheco, visa atualizar mais de 900 artigos do Código Civil e incluir 300 dispositivos novos,...

Abertura do Estadual de Futebol 2026 tem ação de conscientização do Governo de MS pela causa animal

A abertura do Campeonato Sul-Mato-Grossense de Futebol Masculino - Série A 2026 também foi marcada por uma ação de conscientização em defesa da causa...