Decisões judiciais alteraram regras do encontro horas antes da transmissão, levando a emissora a cancelar o programa
O debate presidencial que seria transmitido pela Globo na noite de quinta-feira (1º) acabou antes mesmo de começar. A emissora cancelou o encontro após receber decisões judiciais que alteraram regras previamente acertadas com os partidos. Uma das decisões, do TSE, impediu a manutenção de um púlpito vazio identificado com o nome de Lula e também mudou a dinâmica prevista para candidatos ausentes. Outra determinação, do STF, mandou incluir Renan Santos entre os participantes do confronto.
A mudança de última hora provocou reação entre os candidatos que haviam confirmado presença. Augusto Cury, Flávio Bolsonaro, Romeu Zema e Ronaldo Caiado lamentaram o cancelamento e fizeram críticas às decisões judiciais. As manifestações, porém, refletem as posições dos próprios candidatos.
ABERT, ANER e ANJ também divulgaram nota classificando a intervenção nas regras previamente estabelecidas como motivo de “profunda indignação”. No fim, o eleitor que esperava assistir ao tradicional confronto de ideias ficou com o sofá, a televisão ligada e o debate devidamente cancelado.
