Frutos têm coloração dourada, boa qualidade e podem permanecer armazenados por até 90 dias sob refrigeração
A Embrapa Uva e Vinho apresentou a BRS Áurea, nova cultivar de pera desenvolvida para as condições do Sul do Brasil. A variedade surgiu do cruzamento entre as peras Hosui e Abate Fetel, realizado em 2006, em Vacaria (RS). Após cerca de 20 anos de pesquisas, a cultivar foi registrada no Ministério da Agricultura em 2025.
Nos testes realizados no Rio Grande do Sul, a BRS Áurea apresentou potencial produtivo estimado entre 25 e 30 toneladas por hectare, com colheita concentrada em janeiro. Os frutos pesam de 145 a 190 gramas e, quando maduros, apresentam coloração amarelo-alaranjada a dourada. A polpa é branca, crocante, suculenta e de sabor equilibrado.
A cultivar também demonstrou resistência à entomosporiose e à sarna-da-pereira, além de menor suscetibilidade à mosca-das-frutas em comparação com a pera Rocha. Outro destaque é a conservação pós-colheita: em condições experimentais, os frutos mantiveram boa qualidade para consumo após 90 dias de armazenamento refrigerado.
A BRS Áurea surge como uma alternativa para diversificar os pomares e fortalecer a produção nacional de peras. Segundo a Embrapa, a nova cultivar pode ampliar a janela de comercialização e contribuir para reduzir a dependência brasileira de frutas importadas. As mudas podem ser reservadas por meio de viveirista licenciado pela empresa.






