Diocese de Jundiaí afirma que os atos ministeriais do sacerdote passaram a ser considerados ilícitos pela Igreja Católica
A Diocese de Jundiaí, no interior de São Paulo, anunciou a excomunhão do padre Rodrigo de Oliveira Silva após sua adesão à Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX). Segundo a diocese, a vinculação formal ao grupo coloca o sacerdote em situação de cisma conforme determinação do Vaticano.
Em nota, o bispo Dom Arnaldo Carvalheiro Neto afirmou que os atos ministeriais do padre passam a ser considerados ilícitos. A diocese também declarou que absolvições concedidas pelo sacerdote e casamentos por ele celebrados são considerados inválidos pela Igreja Católica.
Rodrigo havia solicitado seu afastamento da Diocese de Jundiaí em fevereiro. Natural de Cajamar, ele estudou no Seminário Diocesano Nossa Senhora do Desterro, concluiu Filosofia e Teologia em 2009 e foi ordenado diácono em 2010 e sacerdote em 2011.
A Fraternidade São Pio X foi fundada pelo arcebispo francês Marcel Lefebvre e mantém posições tradicionalistas contrárias a aspectos do Concílio Vaticano II. O grupo defende, entre outros pontos, a celebração da missa pelo rito tradicional e contesta decisões adotadas pela hierarquia católica após o concílio.
