Policial foi preso em 2022 e condenado a 8 anos e 5 meses por organização criminosa e envolvimento em plano de atentados
A Agepen demitiu o policial penal Eder William Ador, de 44 anos, apontado pelo Gaeco como “pombo-correio” do PCC. Segundo as investigações, Ador atuava na Penitenciária da Gameleira, em Campo Grande, utilizando o acesso proporcionado pelo cargo para transmitir mensagens e ordens da facção.
O policial foi preso em 2022 durante uma operação do Gaeco e passou a responder por envolvimento com organização criminosa e participação no planejamento de atentados contra policiais penais. A demissão foi publicada nesta segunda-feira (10) no Diário Oficial do Estado e assinada pelo diretor-geral da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini.
Conforme a Operação Bilhete, mensagens encontradas com o agente continham informações sobre um plano de atentados contra pelo menos cinco policiais penais e integrantes de uma organização criminosa rival. As mensagens também teriam sido utilizadas para transmitir ordens entre integrantes do PCC que estavam dentro e fora do sistema prisional de Mato Grosso do Sul.
A investigação apontou que a atuação do policial estaria relacionada a represálias contra integrantes da facção mantidos em presídios federais. Em julho de 2024, Eder William Ador foi condenado a 8 anos e 5 meses de prisão por envolvimento com organização criminosa e pelos fatos relacionados ao planejamento dos atentados.
