Especialistas apontam que mudanças na demanda chinesa exigirão adaptação do agronegócio brasileiro
A China iniciou a implementação do 15º Plano Quinquenal com foco na modernização da agricultura, fortalecendo investimentos em tecnologia, pesquisa, biotecnologia, mecanização e sementes. A estratégia busca ampliar a segurança alimentar, reduzir a dependência tecnológica e garantir estabilidade econômica para atender uma população de 1,4 bilhão de habitantes, transformando o setor agrícola em prioridade nacional.
Segundo a especialista Larissa Wachholz, o país aplicará ao campo o mesmo modelo de planejamento que impulsionou sua indústria nas últimas décadas. O governo chinês pretende investir em inovação, inteligência artificial e agricultura digital para aumentar a produtividade, ao mesmo tempo em que fortalece a produção doméstica após crises como a peste suína africana, a pandemia de Covid-19 e as tensões comerciais com os Estados Unidos.
Apesar do avanço da autossuficiência em áreas estratégicas, a China continuará importando grandes volumes de alimentos, especialmente do Brasil. No entanto, a expectativa é reduzir o ritmo de crescimento dessa dependência, exigindo que produtores brasileiros acompanhem as mudanças no perfil de consumo chinês e ampliem a competitividade para aproveitar novas oportunidades ligadas aos biocombustíveis, tecnologias agrícolas e produtos de maior valor agregado.
