Casa da Mulher Brasileira vira modelo nacional 

O modelo de enfrentamento à violência contra as mulheres de Campo Grande recebeu o reconhecimento oficial do governo federal nesta segunda-feira (3). A secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, Estela Bezerra, e a coordenadora-geral de Fortalecimento da Rede de Atendimento, Maura Lúcia de Souza, vistoriaram a estrutura municipal.  

A comitiva conheceu o funcionamento da Casa da Mulher Brasileira, a primeira unidade implantada no país. Durante a agenda, a secretária nacional elogiou a capacidade de articulação entre os órgãos de proteção e a constante atualização dos serviços oferecidos às vítimas na capital sul-mato-grossense. 

Secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, Estela Bezerra, ao lado da Secretária Executiva da Mulher, Angélica Fontanari

“Campo Grande é uma referência da Casa da Mulher Brasileira e também da melhor estratégia de manutenção e atualização das diretrizes desse equipamento. Encontramos uma estrutura em expansão, com duas Varas de Violência Doméstica funcionando no mesmo espaço, Ministério Público, Defensoria Pública e uma equipe com mais de 200 profissionais. É um modelo de funcionalidade e de resultados que buscamos preservar e fortalecer”, afirmou Estela Bezerra. 

Rompendo o ciclo 

A representante do Ministério das Mulheres ressaltou que o combate efetivo exige mais do que a punição do agressor. O foco do poder público precisa englobar a autonomia econômica, o resgate da autoestima e o fortalecimento social para romper definitivamente o ciclo de agressões. 

A visita coincidiu com o marco de 20 anos da Lei Maria da Penha. A legislação estruturou a criação de delegacias especializadas, varas de violência doméstica e instituiu as medidas protetivas de urgência, promovendo mudanças estruturais na defesa feminina no Brasil. 

A secretária executiva da Mulher de Campo Grande, Angélica Fontanari, pontuou que o destaque nacional reflete a união das instituições públicas da cidade, que atuam de forma coordenada por meio de um colegiado gestor. 

“Essa integração possibilitou a realização de um seminário de abrangência nacional e evidencia que o enfrentamento à violência contra as mulheres é um trabalho contínuo, desenvolvido durante todo o ano, e não apenas no Agosto Lilás”, explicou Angélica. A programação completa da campanha deste mês, focada em prevenção e mobilização, será detalhada na sexta-feira (7). 

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