Gaeco aponta família Razuk como responsável por esquema de exploração ilegal em Campo Grande
A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul marcou para 6 de agosto o julgamento do habeas corpus apresentado pela defesa do ex-deputado Roberto Razuk Filho, conhecido como Neno Razuk. O político é acusado pelo Ministério Público Estadual de liderar um esquema de exploração do jogo do bicho no Estado e está foragido desde o início do mês, após não ser localizado durante uma ação do Gaeco.
O pedido de liberdade havia sido negado em decisão liminar pelo desembargador Jonas Hass Silva Júnior, mas será analisado de forma definitiva pelo colegiado. Enquanto aguarda o julgamento, a Justiça determinou que a Polícia Federal adote medidas para incluir o nome de Neno Razuk na lista de difusão vermelha da Interpol, diante de suspeitas de que ele esteja fora do país.
A defesa afirma que existem argumentos para revogar a prisão preventiva e sustenta que não há elementos suficientes para manter a medida. O advogado Ricardo Souza Pereira declarou que espera a reversão da decisão e que as teses apresentadas serão avaliadas no julgamento do mérito do habeas corpus.
A investigação faz parte da Operação Successione, deflagrada pelo Gaeco em dezembro de 2023 para combater um grupo suspeito de controlar o jogo do bicho em Campo Grande. Segundo o MPMS, a organização utilizava estrutura com apoio de agentes de segurança e atuava com violência para dominar o mercado ilegal.
