Exportações brasileiras ganham espaço na Ásia e Oriente Médio
A escalada da guerra envolvendo o Irã e as políticas econômicas do governo Trump elevam os custos do agronegócio nos Estados Unidos, especialmente com o encarecimento de fertilizantes e fretes após o fechamento de rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz. No período crítico de plantio entre abril e maio, produtores norte-americanos enfrentam inflação no setor e aumento da dependência de subsídios públicos para manter a produção viável. Enquanto isso, o Brasil também sofre impactos nos custos de insumos, mas mantém trajetória de expansão no comércio global de commodities agrícolas.
A China e outros mercados asiáticos aceleram a substituição de fornecedores, ampliando a presença brasileira em soja, milho e carnes. Esse movimento também avança sobre o Oriente Médio, onde a demanda por alimentos cresce. O agronegócio dos Estados Unidos perde competitividade e registra déficit comercial após décadas de superávit histórico. O cenário reforça a disputa global por mercados agrícolas em meio à volatilidade geopolítica e logística internacional.
