Promotoria mantém investigação sobre morte de fiscal tributário
A defesa do ex-prefeito Alcides Bernal desistiu de recuperar o celular apreendido, após negativa da promotora de Justiça Lívia Carla Guadanhim Bariani, do MPMS, que argumentou que o processo ainda não começou e os aparelhos são necessários para perícia. O pedido havia sido protocolado na última quarta-feira (1º), mas a promotoria se manifestou contra a devolução, ressaltando que os objetos ainda interessam ao inquérito e podem requerer exames complementares.
O advogado Gledson Alves de Souza afirmou que a desistência ocorreu por conveniência e estratégia processual, já que Bernal ainda possui clientes ativos e demandas jurídicas em andamento. Enquanto isso, o delegado Danilo Mansur concluiu o relatório da morte do fiscal tributário Roberto Carlos Mazzini, ocorrida em 24 de março no Jardim dos Estados, mas aguarda os laudos periciais para esclarecer a dinâmica dos disparos. Câmeras de segurança mostram Bernal em um “ponto cego”, e testemunhas relatam intervalo entre os tiros, sendo necessário exame detalhado da trajetória dos projéteis.
O inquérito permanece aberto e sob sigilo a pedido da defesa, devido à elevada repercussão social do caso. O crime ocorreu na antiga residência de Bernal, comprada em leilão por Mazzini, que foi morto por ao menos dois tiros enquanto tomava posse do imóvel; Bernal se entregou à polícia após o ocorrido.
