Setor avalia riscos, mas aposta em adaptação e manutenção das exportações
O agravamento do conflito no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, tem gerado preocupação no agronegócio brasileiro, principalmente pelos impactos na logística internacional. O aumento do risco em rotas estratégicas eleva os custos de frete e seguro, além de reduzir a disponibilidade de contêineres e provocar atrasos nas exportações.
Especialistas apontam que o cenário pressiona a competitividade do Brasil, sobretudo em produtos como milho, soja e carnes, altamente dependentes do mercado externo. O encarecimento do petróleo e dos fertilizantes também contribui para o aumento dos custos de produção e transporte.
Apesar das dificuldades, entidades do setor avaliam que o comércio tende a se adaptar, com redirecionamento de rotas e busca por alternativas logísticas. A demanda por alimentos nos países do Oriente Médio, considerada estratégica, deve sustentar parte das exportações brasileiras mesmo em meio à instabilidade.
No curto prazo, o impacto mais visível deve ser a elevação dos custos e maior volatilidade nas negociações, sem necessariamente provocar queda estrutural nas vendas externas. A duração e a intensidade do conflito serão determinantes para medir os efeitos sobre o agronegócio.
