sábado, 7/03/2026

Dr. Luiz Ovando enfrenta governo e defende autoescolas como pilar da educação no trânsito

Deputado afirma que extinguir a obrigatoriedade de formação é um retrocesso e reforça que jovens precisam de orientação adequada para reduzir acidentes.

A proposta do governo federal de acabar com a obrigatoriedade das autoescolas para a retirada da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) encontrou forte resistência na Câmara dos Deputados. Em comissão geral realizada nesta semana, o deputado federal Dr. Luiz Ovando (PP-MS) fez um pronunciamento firme contra a medida, destacando que a formação de condutores é uma questão de salvar vidas e não pode ser substituída por atalhos que fragilizam a segurança no trânsito.

O parlamentar trouxe sua experiência pessoal para ilustrar a importância do processo de aprendizagem. “Aprendi a dirigir com meu pai, que era mecânico e depois caminhoneiro, mas só na autoescola tive acesso às orientações corretas e à preparação necessária para me tornar um condutor responsável. Foi lá que aprimorei minha formação e conquistei a categoria D, que me habilita a dirigir caminhões e ônibus. Até hoje, sou eu mesmo quem conduz nas estradas, com a segurança que esse aprendizado me trouxe”, relatou.

Médico intensivista, Dr. Ovando fez uma analogia direta entre o exercício da medicina e a condução no trânsito. Ele lembrou que erros na saúde causam milhares de mortes todos os anos, mas a solução nunca é acabar com hospitais ou faculdades de medicina, e sim aprimorar os métodos de ensino e aumentar a cobrança por qualidade. “O mesmo vale para o trânsito: não podemos acabar com as autoescolas. O caminho é fortalecer a formação, exigir mais habilidade dos alunos e preparar nossos jovens para enfrentar as ruas com consciência e responsabilidade”, defendeu.

Para o deputado, o argumento de que o fim das autoescolas baratearia o processo de habilitação não se sustenta quando comparado ao risco de ampliar a insegurança nas vias. Ele frisou que a juventude precisa de orientação técnica e pedagógica para que o país avance na redução de acidentes. “Educação no trânsito não é custo, é investimento em vidas. Tirar esse suporte dos jovens é condená-los a aprender no improviso, e isso pode trazer consequências trágicas para toda a sociedade”, afirmou.

Dr. Luiz Ovando encerrou sua participação reforçando sua posição de oposição à proposta do Executivo. “Tenho certeza de que esse projeto não passa nesta Casa. Contem com o meu apoio para barrar mais esse retrocesso do governo. Estou ao lado da vida, da educação e da segurança de todos os brasileiros”, concluiu.

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