quarta-feira, 14/01/2026

Com público cativo, Som da Concha realiza última edição de 2024 com rap e música da fronteira

No último domingo (15), a Concha Acústica Helena Meirelles, localizada no Parque das Nações Indígenas em Campo Grande, foi palco do show de encerramento do projeto Som da Concha 2024. A cantora Gio Resquin apresentou o espetáculo “Brasiguaia”, enquanto o grupo Falange da Rima trouxe o show “Falange da Rima Homenageia a Música de MS”. Com entrada gratuita, as apresentações começaram às 18h, marcando o fim de mais um ciclo do projeto.

Criado em 2008 pela FCMS (Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul), vinculada à Setesc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura), o Som da Concha tem como objetivo valorizar e divulgar a música sul-mato-grossense. Neste ano, o projeto realizou 28 shows em Campo Grande e no interior, passando por cidades como Aquidauana, Ponta Porã, Rio Verde, Dourados e Três Lagoas. Para 2025, há expectativa de novos editais e uma ampliação do alcance do evento, fortalecendo ainda mais a cultura regional.

A coordenadora da Concha Acústica Helena Meirelles, Wanda Brito, destacou a importância da edição de 2024 e agradeceu à equipe envolvida. “Este encerramento está sendo maravilhoso porque conseguimos atingir nossos objetivos. Agora, é momento de descansar e aguardar o edital do próximo ano. Quero agradecer à minha equipe, que é como uma família, e a todos da Fundação de Cultura que nos apoiaram”.

Abrindo a noite, a cantora Gio Resquin emocionou o público com seu show, que celebrou suas raízes culturais. “É uma honra encerrar este projeto tão bonito. Meu show é totalmente inspirado na fronteira, com ritmos que remetem à minha vivência. Minha família materna é paraguaia, e resgatar essa herança tem sido especial. O Som da Concha foi essencial para que eu apresentasse, pela primeira vez, um show 90% autoral. Vida longa a projetos como este”, declarou.

O grupo Falange da Rima, que já participou de outras duas edições do Som da Concha, encerrou a noite com um show carregado de homenagens. “É uma honra terminar o ano aqui, representando o rap e homenageando artistas como Secos e Molhados, Délio e Delinha, e Bêbados Habilidosos. O rap, que antes não tinha espaço, agora é reconhecido graças a projetos como este”, afirmou DJ Magão.

O evento também contou com o entusiasmo do público. Heitor Vinícius Sampaio Moura, estudante de publicidade, destacou a relevância do projeto. “O Som da Concha é uma ótima iniciativa para promover a cultura na cidade”. O engenheiro agrônomo Marcelo Folhes, que acompanhou o evento com os filhos, elogiou a estrutura e o espaço. “É essencial ter um local como este para divulgar a música local. Um ambiente aberto, bonito e acessível”.

O empresário Rafael Augusto Gomes da Silva também valorizou a iniciativa, destacando sua importância para a capital. “Esse tipo de evento fortalece a música regional e traz visibilidade aos artistas da cidade”.

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