Airton Saraiva: Uma trajetória de luta e compromisso com Campo Grande

Meu início em Campo Grande foi marcado por muita luta e determinação. Cheguei aqui há 46 anos e me estabeleci no Santo Eugênio, onde ainda moro. Antes de ser vereador, tive um papel ativo na comunidade como presidente do Grande Universitário, cargo que ocupei cinco vezes. Graças a esse trabalho, conquistei a confiança da população e fui eleito vereador. Quero expressar minha gratidão ao povo campo-grandense.

Sou conhecido por sempre atender a todos. Sempre mantive um escritório na comunidade para facilitar o acesso da população. Nos meus 16 anos de mandato, cerca de 60 mil pessoas passaram pelo nosso gabinete. Embora nem todos tenham sido totalmente atendidos, muitos problemas foram resolvidos e o carinho pelo nosso trabalho se manifestou de diversas formas. Acredito que saber dizer “não” de maneira clara e honesta é tão importante quanto um “sim” conveniente. Isso realmente marcou nossa trajetória. Recordo que organizávamos festas e eventos para a comunidade, como o aniversário das crianças, e muitos ainda se lembram desse trabalho com gratidão. É gratificante encontrar pessoas, mesmo 40 anos depois, que reconhecem nosso esforço e dedicação.

A cidade mudou muito ao longo dos anos. Lembro-me da minha primeira eleição, quando podia fazer reuniões em diferentes bairros com muito mais facilidade e tempo. Hoje, Campo Grande cresceu e a dinâmica é outra. A cidade se expandiu, e as redes sociais também mudaram a forma como nos comunicamos. Agora, as informações chegam a todos os lares, o que facilita a interação, mas também traz desafios.

Na minha visão Campo Grande está com uma necessidade urgente de infraestrutura. Anteriormente, havia uma lei que permitia a criação de loteamentos sem a devida infraestrutura, como asfalto, esgoto, água e luz. Atualmente, é obrigatório que todo novo loteamento tenha essa infraestrutura, mas ainda há muito a ser feito. 3

Também é fundamental organizar a saúde. A saúde e a educação estão relativamente equilibradas, mas ainda temos uma carência de vagas nas antigas CEINFs. O investimento social é uma prioridade, especialmente porque encontramos muitas pessoas acamadas em situações difíceis.

Neste mandato, nosso foco será o social. Planejamos implementar um projeto para que a prefeitura estabeleça uma logística de entrega mensal de medicamentos para essas pessoas. Além disso, buscaremos parcerias com empresários para que adotem famílias acamadas. O sistema atual, que dificulta o recebimento do auxílio-doença para muitos, precisa ser revisto. É inaceitável que alguém que precisa de ajuda não a receba por questões burocráticas.

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