Na Penitenciária da Gameleira I, saúde mental é trabalhada com internos em projeto contínuo

Com o objetivo de promover discussões e reflexões sobre temas relevantes para o bem-estar e a reintegração social dos internos, atividades do Grupo de Saúde Mental são realizadas na Penitenciária Masculina de Regime Fechado da Gameleira I.

Coordenadas pelo Setor Psicossocial do presídio, as atividades acontecem aos sábados e incluem a exibição de filmes, palestras, depoimentos, debates e rodas de conversa. Os temas abordados variam desde a importância do perdão, o amor incondicional materno, os desafios do retorno à sociedade após o cumprimento da pena, a luta contra a homofobia até a valorização da vida, com foco na prevenção do suicídio.

A iniciativa é coordenada pelas policiais penais e psicólogas Sonia Nascimento da Silva e Maria Conceição Jorgino Elias, e pela policial penal e assistente social Maruscka Lozano de Souza. Essas profissionais estão diretamente envolvidas no desenvolvimento e execução das atividades, contando com o apoio da equipe de segurança do presídio e da direção da penitenciária.

Além disso, o Grupo de Saúde Mental tem recebido o suporte de psicólogos externos, que contribuem com palestras sobre diversos temas. O objetivo principal dessas iniciativas é preparar os internos para o convívio social após o período de reclusão, incentivando valores éticos e morais e promovendo o desenvolvimento pessoal e emocional. A expectativa é que essas ações contribuam para reduzir as taxas de reincidência criminal e para a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva.

Segundo a psicóloga Sonia Nascimento, é gratificante para o Setor Psicossocial perceber o impacto positivo do trabalho nos internos.

“É visível as mudanças apresentadas por eles e o quanto a partilha das experiências é válida. Temos a confirmação disso quando eles enviam cartas para a família pedindo para assistirem a um filme sobre depressão ou sobre aceitação das diferenças, ou quando, durante as visitas virtuais, falam sobre amor e perdão. Ou mesmo quando recebemos uma solicitação de audiência na qual o interno expressa o significado que o encontro teve para ele e como isso tocou seu coração”, comenta.

Para o diretor da penitenciária, Raul Ramalho, a iniciativa do Setor Psicossocial é crucial para o tratamento penal e a ressocialização. “Esses esforços visam à pacificação e à humanização do sistema prisional”, elogiou, agradecendo o empenho dos servidores em implementar estratégias que contribuem para esse processo.

Nas unidades da Agepen, as ações de assistência e ressocialização são coordenadas pela Diretoria de Assistência Penitenciária.

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