Ronilço Guerreiro debate sobre a atual situação do patrimônio histórico e cultural da Capital

O vereador Ronilço Guerreiro, presidente da Comissão de Cultura da Câmara Municipal de Campo Grande, reuniu hoje autoridades na Audiência Pública para debater a atual situação do patrimônio histórico e cultural da Capital e encontrar uma saída para os problemas.

Guerreiro reforçou a importância do encontro, ressaltando que é só valorizando o que foi construído e projetado no passado se pode olhar para o futuro. “É muito triste ver que nossa história está sendo destruída aos poucos e ninguém faz nada. Não precisamos pensar em prédios novos se não cuidarmos dos antigos. É triste ver o que aconteceu ali na própria Esplanada. Temos a Rotunda e vários prefeitos já fizeram projetos. Mas projetos que pararam. Nós, vereadores, representamos o povo. Legislamos, fiscalizamos e cobramos, mas cabe ao Executivo ter uma política de preservação e executar”, destacou o vereador.

O encontro discutiu a situação de prédios importantes para a história da cidade, como a Rotunda, Centro de Belas Artes, Teatro José Octávio Guizzo (localizado no Paço Municipal), Calçadão da Barão, Orla Ferroviária, Horto Florestal, Estação do Trem do Pantanal, entre outros monumentos de Campo Grande.

“O tempo vai passando, projetos de revitalização vão surgindo, mas infelizmente nada de concreto é feito. O Teatro do Paço, por exemplo, tem obras em andamento, mas está demorando muito para ser entregue à comunidade, já a Rotunda passou recentemente por uma nova destruição com a chuva do fim de semana quando caiu parte do teto. É preciso pensar em uma rápida resolução”, disse Guerreiro.

Um dos presentes no evento foi o professor e historiador Roberto Figueiredo, que atualmente ocupa o cargo de vice-presidente do Conselho de Patrimônio Histórico e Cultural da Capital. “É preciso união para evitar a destruição do patrimônio, pois depois que destrói, acabou. Em nome do Conselho, estamos à disposição da Câmara para, sempre, estarmos juntos para a preservação desse patrimônio”, afirmou.

Participaram da Audiência vereadores Luiza Ribeiro e professor André Luís, a presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul, Maria Madalena Dib Mereb Greco, a presidente do Fórum de Cultura de Campo Grande, Romilda Pizani, superintendente do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), João Henrique dos Santos, entre outras autoridades.

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