Depois de simplificar regras para tornar ligações fixas mais baratas, a Anatel começou esta semana a retirar os orelhões das ruas do Brasil, após o término dos contratos de concessão com Algar, Claro, Oi, Sercomtel e Telefônica. A Oi já iniciou a remoção em suas áreas, enquanto a Sercomtel mantém os aparelhos em municípios como Londrina e Tamarana até a adaptação ao regime privado. As demais operadoras ainda não divulgaram detalhes, mas um comunicado da agência é esperado em breve.
Os orelhões foram essenciais para comunicação em décadas passadas, quando a telefonia móvel ainda era rara, mas hoje são considerados obsoletos. Atualmente, existem 38.354 orelhões no país, sendo 33.346 ativos e 4.497 em manutenção, com mais de 27 mil somente em São Paulo. O fim desse ícone urbano marca uma mudança significativa na forma como brasileiros se conectam. A população ainda pode encontrar alguns aparelhos em funcionamento, mas a tendência é a completa substituição por tecnologias privadas de comunicação.
A operação também reflete a modernização do setor, garantindo serviços de voz de forma mais eficiente e adaptada à realidade digital. Quem viveu a era de popularidade dos orelhões pode notar saudades e lembranças ao vê-los desaparecer. Para muitos, trata-se de uma mudança simbólica, que une nostalgia e avanço tecnológico.
