Operação mobiliza forças militares e policiais em busca de pistas e possíveis rotas de fuga
O Comando de Operações de Defesa Interna (CODI) afirmou que ainda não há confirmação de que o grupo criminoso EPP esteja por trás do ataque contra uma delegacia de polícia em Canindeyú, no Paraguai. A ação deixou três mortos, incluindo dois policiais, e provocou o incêndio do posto policial.
O comandante do CODI, brigadeiro-general Alberto Gaona, explicou que as forças de segurança atuam na região com base em informações do Batalhão de Inteligência Militar. Segundo ele, as operações estão concentradas principalmente na busca por integrantes de grupos criminosos em áreas de reserva indígena.
Gaona afirmou que o ataque ocorreu distante da base operacional do CODI e que não houve alerta prévio sobre uma ação dessa dimensão. As equipes auxiliam a polícia com bloqueios de acesso, pontos de controle e buscas por possíveis rotas utilizadas pelos criminosos.
O militar destacou que as condições climáticas dificultam o trabalho de investigação, já que a forte chuva na região pode apagar vestígios importantes. Sobre a suspeita envolvendo o EPP, ele afirmou que o grupo não costuma utilizar escopetas em ataques desse tipo e que o número de envolvidos não coincide com os dados conhecidos.
As autoridades continuam investigando outras possibilidades para identificar os responsáveis pelo ataque, enquanto a segurança permanece reforçada no departamento de Canindeyú, região marcada pela atuação de organizações criminosas.

