O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia com cautela o convite feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para o Brasil integrar o recém-criado Conselho de Paz para Gaza. A proposta, que ainda não chegou de forma detalhada ao governo, motivou o Itamaraty a iniciar consultas com outros países que compartilham posição semelhante à do Brasil em defesa da região, a fim de compreender melhor funcionamento, objetivos e critérios de participação do grupo antes de qualquer decisão oficial.
Auxiliares de Lula no Palácio do Planalto alertam para o risco de enfraquecimento do papel da ONU na mediação de conflitos, já que a Casa Branca não explicou como o Conselho se articularia com iniciativas internacionais existentes nem apresentou regras objetivas sobre operação e compromissos financeiros dos membros. Além do Brasil, Trump convidou Argentina, Canadá, Egito, Paraguai e Turquia, prometendo anunciar novos integrantes nas próximas semanas, mas a ausência de representantes palestinos e a falta de coordenação prévia com Israel geram críticas internas.
Fontes diplomáticas apontam que o custo para um assento permanente de longo prazo pode chegar a US$ 1 bilhão, tornando ainda mais complexa a decisão do Brasil, que não tem prazo definido para confirmar sua participação até que a proposta seja formalizada.
