Dívida com detento teria motivado assalto que terminou em morte; versões dos envolvidos não batem
Três homens presos pelo latrocínio de Gian Marcelo Samaniego Ramão (27) apresentaram versões diferentes sobre o crime ocorrido em 16 de outubro, no Parque do Lageado, em Campo Grande. Yuri Silva Santos Modesto (27) foi localizado em Corumbá após deixar um áudio ao pai admitindo que havia feito besteira e que fugiria.
Em depoimento, afirmou que devia dinheiro ao primo Bruno Silva, o Petrius, preso na Máxima, e que recebeu orientação para quitar a dívida com um assalto. Segundo os relatos, Matheus Pereira da Silva Lima e Miguel Sousa da Silva participaram da ação. A vítima foi baleada ao tentar fugir, e as mercadorias roubadas foram levadas no carro dela.
Miguel confessou ter efetuado os disparos, mas alegou que Gian teria sacado um revólver. Uma versão que agora precisará ser confrontada com as provas da investigação. Matheus, por sua vez, negou participação e atribuiu as acusações a um desacordo financeiro com Yuri. Pelo visto, na hora de explicar o crime, a parceria acabou.
Yuri foi preso em Corumbá, enquanto Miguel e Matheus foram capturados em um ônibus na cidade de Itu, em São Paulo, a caminho do Rio de Janeiro. O caso também teve um desfecho fatal: Bruno Rafael Souza da Silva (18) irmão de Miguel, morreu após ser baleado em confronto com o Batalhão de Choque. Miguel afirma que ele não participou do latrocínio.
Em um imóvel no Bairro Tijuca, policiais encontraram mercadorias roubadas, colete balístico, placas de proteção, uma espingarda calibre 12 e munições. Os três tiveram a prisão em flagrante ratificada por latrocínio e outros crimes.
Agora, as versões conflitantes terão de enfrentar algo menos conveniente que desculpas: as provas.

