Onças-pardas evitam áreas após passagem de cães soltos
Pesquisadores da Unesp descobriram que cães rurais de vida livre estão influenciando o comportamento das onças-pardas em áreas de preservação. O estudo revelou que, diferente do esperado, o maior predador terrestre de São Paulo passou a evitar locais onde cães haviam circulado. A pesquisa utilizou 67 armadilhas fotográficas instaladas em duas unidades de conservação do interior paulista. As imagens mostraram que as onças demoravam cerca de 74 horas para retornar aos pontos após a passagem dos cães.
Segundo os cientistas, os felinos não abandonam completamente os ambientes, mas reorganizam seus horários e trajetos para reduzir encontros com os animais domésticos. O comportamento indica uma estratégia de adaptação diante da presença humana. O estudo alerta para os impactos dos cães soltos em áreas naturais, já que eles podem interferir na dinâmica da fauna silvestre.
A pesquisa reforça a importância do controle da circulação desses animais em regiões próximas a unidades de conservação.
