Suspeitas de feminicídio ganham força em morte de fisioterapeuta

Investigação apura controle e possível ocultação de provas em caso de Fabiola Marcotti

Testemunhos apontam relação marcada por isolamento e controle

Fabiola Marcotti foi encontrada morta com um tiro na cabeça em sua residência na segunda-feira (18), em Campo Grande. O companheiro, o médico cardiologista João Jazbik Neto, está preso por suspeita de fraude processual e posse irregular de arma. A investigação conduzida pela Deam aponta inconsistências na versão de suicídio apresentada pelo médico à polícia.

Segundo os investigadores, houve tentativa de reorganização de armas no imóvel antes da chegada da perícia, o que reforça a suspeita de alteração da cena. Pessoas próximas relatam que a fisioterapeuta vivia sob forte controle e restrições impostas pelo companheiro ao longo dos anos. Testemunhos indicam isolamento social, monitoramento da rotina e interferência em decisões pessoais e profissionais. O caso segue em apuração, com suspeita de feminicídio ainda sob análise das autoridades.

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