Estância Walf funcionava de forma irregular e foi interditada após o acidente
A análise preliminar da perícia apontou que a tirolesa instalada na Estância Walf, em Bonito (MS), apresentava fios desencapados que podem ter provocado uma descarga elétrica responsável pela morte de dois jovens no último domingo (22). As vítimas foram identificadas como Gustavo Henrique Camargo, de 29 anos, e Pedro Henrique, de 20. Segundo a Polícia Civil, a estrutura era totalmente metálica e possuía sistema de iluminação antigo no topo da torre, com pontos de fiação expostos que poderiam ter energizado o equipamento.
Testemunhas relataram que, após utilizarem a tirolesa, os jovens sofreram descarga elétrica ao entrarem em contato com a estrutura e com a água da lagoa, submergindo em seguida. Pedro chegou a ser socorrido e levado ao hospital de Bonito, mas morreu no mesmo dia. Gustavo foi transferido em vaga zero para Campo Grande, em estado grave, e teve a morte confirmada na segunda-feira (23). Equipes da perícia, da Delegacia de Polícia de Bonito e técnicos da Energisa realizaram medições no local.
A Polícia Civil informou que os laudos periciais e necroscópicos ainda serão concluídos para determinar a dinâmica exata das mortes e eventuais responsabilidades criminais. Após o acidente, o Corpo de Bombeiros interditou a Estância Walf por funcionar de forma clandestina, sem autorização para eventos e sem certificado de funcionamento.
