Com o início do ano letivo em Campo Grande, volta ao centro do debate a necessidade de garantir não apenas o acesso, mas o acolhimento e a inclusão efetiva de estudantes autistas nas escolas da Capital. O tema ganha ainda mais relevância diante da legislação municipal que instituiu o certificado Escola Amiga do Autista, de autoria do vereador Professor Juari.
A lei estabelece critérios para reconhecer escolas públicas e privadas que adotam práticas concretas voltadas à inclusão educacional e social de alunos autistas. A proposta parte do princípio de que inclusão vai além da matrícula e exige preparo da comunidade escolar, acompanhamento pedagógico e apoio às famílias.
O certificado é concedido às instituições que comprovem ações como suporte adequado ao aprendizado do estudante, inserção social no ambiente escolar, capacitação e valorização dos professores e orientação aos pais e responsáveis. A regulamentação e a fiscalização ficam sob responsabilidade do Poder Executivo Municipal, que também define o tempo de validade da certificação.
Na avaliação do vereador, o acolhimento é um dos pilares do processo educativo. A escola precisa estar preparada para receber cada aluno com respeito às suas particularidades, criando um ambiente seguro, acessível e humanizado. Quando há compreensão e preparo, a inclusão deixa de ser um desafio isolado e passa a fazer parte da rotina escolar.
A iniciativa dialoga com a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa Autista e reforça o papel do município na promoção de políticas públicas voltadas à educação inclusiva. Ao reconhecer e incentivar boas práticas, a lei busca ampliar a conscientização da sociedade e fortalecer uma cultura de respeito à diversidade dentro das escolas.
