A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, anunciou a dissolução da Câmara dos Representantes nesta segunda-feira, convocando eleições antecipadas para 8 de fevereiro, decisão que descreveu como “muito difícil”. Apesar de alto índice de aprovação, Takaichi enfrenta uma maioria estreita na Câmara Baixa e minoria na Câmara Alta, tornando necessária a consolidação do apoio do seu Partido Liberal Democrático (PLD) e do recém-formado parceiro de coligação, o Partido da Inovação do Japão (Ishin). Com 465 assentos em disputa, a coligação precisa de ao menos 233 parlamentares para obter maioria simples.
A campanha será extremamente curta, durando apenas 16 dias, e é vista como um referendo à liderança da premiê. O secretário-geral do PLD, Shunichi Suzuki, afirmou que as eleições são cruciais para garantir estabilidade política e viabilizar o aumento da despesa pública, parte de um amplo plano de estímulo econômico. Takaichi chegou ao poder após vencer as primárias do PLD em outubro passado, após a renúncia do ex-líder Shigeru Ishiba. Ultra-conservadora, ela terá como principal adversária a Aliança Reformista Centrista, formada pelo Partido Democrático Constitucional (PDC) e o Komeito, que rompeu com o PLD.
A dissolução marca o início de um período decisivo para a política japonesa, com grandes impactos na governabilidade e na economia do país. Analistas destacam que o resultado das eleições poderá definir os rumos do PLD e da coalizão nos próximos anos.
