Vereadora Luiza cobra do governo de MS ações efetivas para conter violência contra a mulher no estado

A vereadora Luiza Ribeiro (PT) exige do governador Eduardo Riedel medidas urgentes e concretas para enfrentar os alarmantes índices de violência contra as mulheres em Mato Grosso do Sul.

Segundo o painel “Monitor da Violência Contra a Mulher”, elaborado pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (SEJUSP) com dados do sistema SIGO, o cenário é estarrecedor: a cada 24 minutos, uma mulher denuncia violência doméstica; a cada 4 horas ocorre um estupro. E a cada 9 dias uma mulher é morta vítima de feminicídio no estado. 

Somente na noite da última terça-feira, duas mulheres foram assassinadas. Aline Silva foi morta a facadas em Jardim, e Mara Aparecida do Nascimento Gonçalves, de 43 anos, foi assassinada também a facadas em Aparecida do Taboado.

Para Luiza Ribeiro, essas estatísticas evidenciam a falta de políticas públicas estruturadas e permanentes de enfrentamento à violência de gênero.

“O Estado continua sem uma Secretaria Estadual de Políticas para as Mulheres – uma estrutura já existente em vinte estados e no Distrito Federal – enquanto a violência cresce e o governo permanece de olhos fechados para a realidade brutal vivida pelas mulheres sul-mato-grossenses”, afirmou a vereadora.

Ela reforça que é urgente a criação dessa secretaria estadual específica, além da ampliação de programas de prevenção, acolhimento, proteção e reinserção social de mulheres vítimas de violência.

“Chega de omissão. É hora de construir políticas robustas, com orçamento, equipe técnica e planejamento de longo prazo. Não podemos mais conviver com o feminicídio como uma estatística. São vidas interrompidas e famílias destruídas”, completou.

Como presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Campo Grande, Luiza defende que a integração entre poderes públicos e sociedade civil deve ser imediata.

“Enquanto o governo se cala, o número de vítimas aumenta. O Estado precisa assumir seu papel e garantir o direito mais básico de todos, o direito à vida”, concluiu.

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