segunda-feira, 9/02/2026

Imasul reforça monitoramento hidrológico e apresenta a situação dos rios em 2025

O Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) mantém, desde 2014, a Sala de Situação dos Rios, unidade responsável pelo acompanhamento contínuo das condições hidrológicas no estado.

O monitoramento, iniciado com 13 pontos distribuídos por diferentes bacias hidrográficas, ganhou em 2023 mais um ponto de observação, ampliando a capacidade de análise e resposta do órgão.

Entre as principais atividades da Sala de Situação está a elaboração de boletins diários com a divulgação das cotas fluviais. Esses dados permitem acompanhar, em tempo real, a oscilação dos níveis dos rios e subsidiar ações de gestão hídrica e prevenção de impactos ambientais e sociais.

Comparativo de 2024 e 2025

A análise das cotas referentes ao dia 17 de setembro mostra que, em 2025, a condição dos rios é mais favorável em relação ao ano anterior. Neste ano, registram-se menos pontos em situação de estiagem, especialmente pelo maior volume de água presente no rio Paraguai.

Entretanto, a situação ainda requer atenção. Alguns afluentes do rio Paraguai permanecem em nível de estiagem, assim como rios localizados na bacia hidrográfica do rio Paraná.

O diretor-presidente do Imasul, André Borges, destaca que o trabalho diário da Sala de Situação é estratégico para o estado:

“O monitoramento hidrológico é um instrumento essencial para que possamos planejar ações e tomar decisões de forma responsável. A informação gerada permite ao poder público agir na segurança hídrica e na prevenção de desastres, especialmente em um cenário de mudanças climáticas”, afirma Borges.

Tendência desde 2019

O histórico do monitoramento revela que, após 2019, os rios vêm registrando cotas mais baixas para o mês de setembro. O gráfico dos pontos de Ladário e Porto Murtinho, no rio Paraguai, ilustra essa tendência.

O fenômeno está diretamente ligado à redução das chuvas nos últimos anos, que compromete a recuperação plena das bacias e a recarga subterrânea, essencial para alimentar os rios em períodos de estiagem.

O técnico do Imasul, Leandro Neri Bortoluzzi, explica que os dados reforçam a importância de manter o acompanhamento constante:

“Temos observado que, desde 2019, tem sido frequente a redução das cotas nos pontos monitorados. Embora este ano a situação esteja menos crítica que em 2024, ainda precisamos de atenção, pois a recuperação depende de chuvas regulares e do equilíbrio do regime hidrológico”, pontua Bortoluzzi.

Perspectivas

O mês de setembro marca o final do período seco em Mato Grosso do Sul. Para que 2026 apresente uma situação mais favorável, é fundamental que as chuvas sejam regulares e constantes nos próximos meses.

De acordo com o Imasul, o monitoramento hidrológico é essencial para a segurança hídrica do estado e para a prevenção de desastres naturais decorrentes de eventos extremos. A Sala de Situação cumpre papel estratégico, oferecendo informações que orientam decisões de gestão e preservação dos recursos hídricos.

CATEGORIAS:

Últimas Notícias

Mais notícias

Crise no governo Starmer se aprofunda

Primeiro-ministro reconhece erros, pede desculpas públicas e enfrenta revolta crescente no próprio partido Keir Starmer vive um dos momentos mais delicados de seu mandato como...

MPMS apura indícios de desmatamento ilegal no Pantanal

Inquérito civil busca verificar danos ambientais e responsabilidades O MPMS instaurou inquérito civil para apurar a regularidade jurídico-ambiental de uma suposta supressão de vegetação nativa...

Zé Teixeira abre ano legislativo e renova compromisso com municipalismo

Com o início dos trabalhos na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), o deputado estadual Zé Teixeira, 2º vice-presidente da Casa de...

Muro de escola desaba com chuva intensa em Coxim

Volume de 40 mm de chuva em apenas meia hora provoca estragos em diversos bairros da cidade O muro da Escola Estadual Sílvio Ferreira, em...