Pilotos destacam dirigibilidade, potência elétrica e mudanças no chassi como avanços da categoria
George Russell e Andrea Kimi Antonelli participaram nesta segunda-feira de coletiva de imprensa em Barcelona para comentar os primeiros testes do carro da F1 2026, elogiando a dirigibilidade e o desempenho da nova máquina da Mercedes. O W17 apresenta redução de tamanho e peso, novas asas dianteiras móveis, chassi menor e pneus mais estreitos, enquanto a unidade de potência passa a ter metade da energia proveniente de motores elétricos recarregáveis.
Os pilotos ressaltaram o “boost mode” como fator estratégico e destacaram a facilidade de acompanhar carros à frente graças à menor turbulência. Antonelli afirmou que o carro está mais previsível e ágil, embora a degradação dos pneus traseiros possa ser um desafio. Russell enfatizou que a experiência de pilotagem se aproxima do ideal de um carro de corrida, com mais potência e menos efeito porpoising. A dupla também analisou o impacto das mudanças na aerodinâmica, na gestão de energia e no comportamento em curvas e retas, lembrando que o estilo de pilotagem será decisivo em cada circuito.
Apesar de o carro parecer inicialmente mais lento, ambos destacaram que atingir velocidades máximas ficou mais eficiente e divertido. A Mercedes completou 500 voltas nos testes secretos na Espanha, permitindo avaliar a performance do W17 antes das próximas sessões no Bahrein, entre 11 e 20 de fevereiro, com início oficial da temporada no GP da Austrália, em 8 de março.
