Ronilço Guerreiro quer revisão e mais transparência nos valores do IPTU 2026

O vereador Ronilço Guerreiro é um dos apoiadores da intervenção da Câmara Municipal de Campo Grande por meio da Comissão Técnica criada no legislativo municipal para buscar soluções em relação ao IPTU 2026 (Imposto Predial e Territorial Urbano). Segundo Guerreiro, o reajuste aplicado neste ano ficou muito acima do esperado para milhares de famílias, o que exige diálogo, transparência e correções para evitar injustiças na cobrança.

De acordo com Ronilço, a principal preocupação é que muitos contribuintes receberam carnês com aumentos expressivos, sem clareza suficiente sobre os critérios utilizados. “O que temos visto é um aumento muito maior do que o razoável para muitas famílias. O ideal seria manter a correção apenas pela inflação, para não penalizar quem já enfrenta dificuldades para organizar o orçamento”, afirmou o vereador.

Guerreiro também defende que, caso a Prefeitura justifique o reajuste com base em supostas melhorias nos bairros, essas informações precisam ser apresentadas de forma clara à população. “Se houve valorização dos imóveis por conta de melhorias, é preciso dizer exatamente quais foram essas melhorias, onde elas aconteceram e em que bairros. E, principalmente, explicar o que acontece com quem não recebeu nenhuma melhoria, mas mesmo assim teve aumento no IPTU”, pontuou.

Outro ponto criticado por Ronilço Guerreiro é a redução do desconto para pagamento à vista, que caiu de 20% para 10%. Para ele, a medida desestimula o contribuinte que se organiza para quitar o imposto de uma vez. “Tirar esse desconto maior é um erro. Quem paga à vista ajuda o município no fluxo de caixa e merece ser incentivado, não punido”, destacou.

O tema foi debatido em reunião realizada nesta segunda-feira na Câmara Municipal, que contou com a presença de representantes da sociedade civil organizada, como a Associação Comercial de Campo Grande, a CDL, o Secovi-MS, a Associação dos Advogados Independentes e o Creci, além do secretário de Governo, Ulisses Rocha. O objetivo do encontro foi ouvir as principais reivindicações da população, identificar possíveis irregularidades e buscar caminhos para corrigir distorções na cobrança do IPTU 2026.

Durante a reunião, foram discutidos pontos considerados centrais, como a retomada do desconto de 20% para pagamento à vista, a limitação do reajuste ao índice oficial da inflação, com aumento máximo de 5,32% conforme o IPCA-E, além da necessidade de maior transparência no detalhamento das alíquotas e das bases de cálculo do imposto. Também entrou em pauta o debate sobre a taxa do lixo, com propostas que vão desde um aumento gradual até o desmembramento dessa taxa do carnê do IPTU.

Para Ronilço Guerreiro, a criação da Comissão Técnica é fundamental para aprofundar o debate e construir soluções equilibradas. “Nosso papel é fiscalizar, ouvir a sociedade e garantir justiça tributária. Vamos continuar dialogando com a Prefeitura para entender os critérios adotados e corrigir o que for necessário. O IPTU precisa ser justo, transparente e compatível com a realidade das famílias de Campo Grande”, concluiu.

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