Pesquisa analisou populações coletadas no estado de Wisconsin e registrou resistência a cinco herbicidas
Pesquisadores dos Estados Unidos identificaram populações da planta daninha Amaranthus tuberculatus com resistência múltipla a diferentes herbicidas. O estudo avaliou acessos coletados no estado de Wisconsin e constatou resistência a até cinco moléculas utilizadas no manejo químico. Os resultados mostraram níveis variados de resistência aos herbicidas 2,4-D, atrazina, glifosato, fomesafen e mesotriona. Um dos acessos analisados apresentou resistência baixa a moderada para todos os cinco produtos avaliados.
A pesquisa identificou dois principais mecanismos de resistência: alterações no sítio de ação dos herbicidas e processos metabólicos que reduzem a concentração do produto antes de atingir o alvo. Entre os sistemas metabólicos envolvidos estão as enzimas citocromo P450 e glutationa S-transferase, responsáveis pela detoxificação de herbicidas. O acesso denominado A101 apresentou resistência ao 2,4-D e à mesotriona mediada por esses sistemas enzimáticos. Já a resistência ao glifosato foi associada à mutação no gene EPSPS e ao aumento da expressão desse gene. O trabalho também identificou a deleção ΔG210 no gene PPX2, ligada à resistência ao fomesafen.
Os autores apontam ainda que algumas populações apresentaram resistência mesmo sem histórico de uso de certos herbicidas, indicando possível seleção indireta causada por outros produtos que estimulam sistemas metabólicos de detoxificação.
