Reeducandas do presídio feminino de Três Lagoas concluem curso de manicure com certificação internacional

Reeducandas do EPFTL (Estabelecimento Penal Feminino de Três Lagoas) concluíram, esta semana, um curso de técnicas avançadas de manicure e aplicação de gel, com certificação válida no Brasil e em toda a União Europeia. A capacitação foi ministrada pelo Centro de Formação Profissional Jayne Molina Academy, através de uma parceria entre a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), o Conseg (Conselho Interativo de Segurança Microrregional Leste de Mato Grosso do Sul), o Sindicato do Comércio e o Instituto Educacional.

O curso de “Nails Gel” foi conduzido pelas instrutoras Jayne Molina e Karen Covre, e contou com a participação de 17 reeducandas e três servidoras da unidade prisional. Durante a formação, as participantes não apenas aprenderam técnicas de manicure e aplicação de gel, mas também receberam material didático e um kit profissional, contendo os principais produtos e equipamentos necessários para a prática da profissão.

A diretora do EPFTL (em substituição legal), policial penal Maria Rosângela Bedun, destacou a importância da qualificação, que marca um passo significativo no processo de ressocialização das mulheres privadas de liberdade. “Este curso representa um marco para outras iniciativas futuras. Ações como essa contribuem para o desenvolvimento de novas habilidades e para o fortalecimento da autoestima, elementos essenciais para a reintegração social das reeducandas”, afirmou a diretora, ressaltando a relevância da parceria entre as instituições envolvidas.

A dirigente reforça que as internas capacitadas agora estão mais preparadas para ingressar no mercado de trabalho, com uma profissão certificada e habilidades que podem contribuir para sua reintegração mais digna à sociedade. O curso também teve um impacto positivo na autoestima das participantes, fator fundamental para o processo de ressocialização.

A capacitação foi articulada pelo Setor Psicossocial da unidade prisional, que, segundo a assistente social Sandra Elisa Ferreira de Amorim, coordenadora da ação junto com a psicóloga Katcilene Vogado Riquelme, foi muito mais do que uma simples capacitação profissional. “Foi um momento de aprendizado, empoderamento e transformação. Através dessa experiência, as mulheres tiveram a oportunidade de resgatar a confiança em si mesmas, descobrir novos talentos e acreditar no poder de um recomeço”, afirmou a servidora.

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