Passagens aéreas devem ficar mais caras devido ao conflito no Oriente Médio

A guerra envolvendo Israel, Estados Unidos e Irã tem levado companhias aéreas em todo o mundo a rever tarifas e sobretaxas sobre passagens e custos de transporte, após o fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã. A medida provocou forte impacto no mercado internacional de petróleo. Com o anúncio, o preço do combustível disparou, encarecendo o querosene de aviação e obrigando países a recorrerem às reservas estratégicas e a adotarem medidas de contenção para tentar proteger suas economias. Antes dos ataques de Israel e dos Estados Unidos ao Irã, o querosene de aviação era comercializado na faixa de US$ 90. Com a crise, os preços subiram rapidamente, atingindo patamares próximos de US$ 200 por barril.

Combustível pesa no custo das companhias

No Brasil, o governo elaborou um plano de contenção para tentar minimizar os impactos, mas especialistas avaliam que é praticamente inevitável que as companhias aéreas em todo o mundo sejam afetadas, com reflexos diretos no turismo. Segundo analistas do setor, o combustível é a segunda maior despesa das empresas aéreas, ficando atrás apenas dos custos com mão de obra. Em média, representa entre 20% e 25% das despesas operacionais. Caso o preço do combustível continue elevado, as empresas poderão ser obrigadas a reduzir voos, manter aeronaves em solo ou repassar os custos para os passageiros.

Impactos já aparecem em vários países

Dados divulgados pela agência Reuters mostram que o impacto já começou a aparecer em algumas rotas internacionais. Um voo direto de Seul para Londres, operado pela Korean Air Lines em 11 de março, por exemplo, passou de US$ 564 sete dias antes para US$ 4.359, refletindo a disparada do preço do petróleo provocada pela guerra. Nos Estados Unidos, segundo o jornal Financial Times, a alta do barril pode acrescentar US$ 11,6 bilhões às despesas das quatro maiores companhias aéreas americanas em 2026. Na Ásia, empresas como Korean Air Lines, Air New Zealand e Cathay Pacific, de Hong Kong, também anunciaram reajustes nas passagens.

Brasil também sente aumento nas tarifas

No Brasil, o impacto já aparece nos indicadores econômicos. De acordo com dados do IPCA, houve aumento de 11,40% no preço das passagens aéreas em fevereiro de 2026. Caso o conflito no Oriente Médio continue se intensificando, especialistas alertam que o aumento pode ser ainda maior — e não apenas nas tarifas aéreas. Apesar de o governo dos Estados Unidos afirmar que a guerra estaria próxima do fim, informações divulgadas por autoridades iranianas indicam que o confronto pode se prolongar, mantendo o mercado de petróleo instável e os rumos da economia mundial cercados de incertezas pelo menos até os próximos meses.

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