Mais de 2,2 mil itens são retirados de circulação em Campo Grande
A Vigilância Sanitária Estadual, em ação conjunta com a Secretaria de Estado de Fazenda (SEFAZ), apreendeu 2.225 ampolas e canetas emagrecedoras irregulares, além de 129 dispositivos eletrônicos para fumar, durante fiscalização realizada em uma transportadora de Campo Grande. A operação foi deflagrada após a identificação de embalagens suspeitas em diferentes volumes de encomendas, com características semelhantes às de remessas postais, o que levantou a necessidade de verificação sanitária imediata. Segundo as equipes técnicas, o material apreendido representa um volume expressivo, equivalente a cerca de um mês de fiscalizações regulares no estado, evidenciando a recorrência desse tipo de irregularidade no fluxo de transporte de mercadorias. Entre os produtos estavam substâncias como tirzepatida e retatrutida, além de medicamentos injetáveis e suplementos sem registro ou autorização sanitária, configurando risco à saúde pública e infração às normas vigentes. Diante da constatação, a transportadora será autuada por não possuir mecanismos eficazes de controle para impedir o transporte de produtos ilegais, conforme determina a legislação sanitária estadual e federal.
De acordo com a Vigilância Sanitária, todos os itens apreendidos não possuem registro ou autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o que reforça a irregularidade e o potencial risco sanitário. A legislação brasileira proíbe a fabricação, importação e comercialização de cigarros eletrônicos, além de estabelecer rigoroso controle sobre medicamentos e substâncias de uso controlado. Especialistas alertam que produtos adquiridos fora dos canais oficiais podem conter adulterações, falhas de composição e provocar efeitos adversos graves à saúde dos consumidores. A operação também reforça a importância do acompanhamento médico no uso de medicamentos como as canetas emagrecedoras, que exigem prescrição e monitoramento profissional. As autoridades destacam ainda que denúncias sobre comercialização irregular podem ser feitas por meio da Ouvidoria Nacional do SUS, pelo telefone 136, fortalecendo o combate às práticas ilegais no setor.
